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Notícia
A importância do diagnóstico precoce do câncer de mama

Publicado em: 21/10/2014

Dra. Ana Carolina Brandão - Ultrassonografia Geral

• Formada pela Faculdade de Ciência Médica de Pernambuco.
• Residência médica de clínica médica no Hospital Barão de Lucena.
• Residência médica de Radiologia no Hospital Barão de Lucena.
• Título de especialista em Radiologia pelo CBR.
• Título de especialista em Ultrassonografia pelo CBR.
• Preceptora do programa de residência médica em Radiologia no Hospital Barão de Lucena.

O câncer da mama é o primeiro tumor em incidência e consequentemente a primeira causa de morte por câncer entre as mulheres. A sua incidência é crescente a nível mundial, tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Estima- se que no Brasil em 2014 haverá 57.120 novos casos de câncer de mama, com risco de 56,09 a cada cem mil mulheres. Essa enfermidade é relativamente rara antes dos 35 anos , com crescimento rápido e progressivo acima desta idade.

Entre os fatores de risco são descritos: primeira menstruação precoce, menopausa tardia, filhos em idade mais tardia, história familiar, fatores genéticos, hábitos alimentares contemporâneos, obesidade, álcool, uso prolongado de anticoncepcionais com idade precoce,terapia de reposição hormonal prolongada entre outros. Enfim, estamos diante de uma doença multifatorial, para a qual a nossa única arma é o diagnóstico precoce. Quando falamos em diagnóstico precoce, queremos dizer diagnóstico em uma fase pré-clínica, numa fase sem sintomas como palpação especificamente, em que o tumor já encontra-se presente na mama. É neste momento que impera a importância dos métodos de diagnóstico por imagem, como mamografia, ultrassonografia das mamas e ressonância magnética das mamas.

A mamografia é o primeiro exame no combate ao câncer de mama, sendo o único método que tem comprovação científica de que com seu uso regular na população feminina em massa acima de 40 anos levou a redução de 20% a 45% da taxa de mortalidade por este tumor. Houve ganho de 30% no diagnóstico do câncer de mama numa fase intraductal, ou seja, não invasor e isso se deve principalmente ao uso da mamografia.Para termos resultados bons é necessário que esses exames sejam realizados com rigorosos critérios de qualidade que consistem em uso de mamógrafos de alta resolução, bem regulado e com boa execução técnica. A boa técnica é resultante da combinação de bom posicionamento e boa compressão. A compressão bem realizada reduzirá a dose de radiação necessária e nos dará exames com melhor definição e melhor contraste entre as estruturas. Como resultado seremos capazes de definir lesões pequenas, calcificações suspeitas, entre outros achados que traduzem tumor em uma fase precoce.

A mamografia encontra com sua sensibilidade reduzida para a detecção de nódulos, especificamente nas mamas densa, encontrando na ultrassonografia sua grande aliada. A ultrassonografia não deve ser utilizada como método único de rastreio, porém a combinação com a mamografia, estudos apontam aumento importante no ganho do diagnostico do câncer especificamente nessas mamas de altas densidades. Sem falar que é o primeiro método para estudo das mamas em jovens, estudos de próteses, grávidas e o primeiro método a ser pensado como guia para procedimentos mamários.

A ressonância magnética das mamas suas indicações são crescente, hoje é indicada para acompanhamento de mulheres com mamas densas de alto risco, entre elas portadoras da mutações genéticas para o câncer de mama. Em suma estes métodos apresentam importância definitiva no diagnóstico precoce do câncer de mama, que aliados a novas técnicas cirúrgicas, ao arsenal de drogas de quimioterapia e aparelhos de radiação cada vez mais modernos, estão levando a uma curva decrescente na taxa de mortalidade por este tumor.

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