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Notícia
O câncer ontem e hoje

Publicado em: 20/10/2014

Dr. Bruno Pacheco - Oncologia Clínica

• Médico Oncologista Clínico
• Titular da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica
• Preceptor de OncoMastologia da UPE
• Oncologista Clínico do Hospital Santa Joana
• Oncologista Clínico da MultiHemo / MultiOnco

Não faz tempo assim, câncer era uma palavra que muitos se recusavam a pronunciar. Dizia-se que o individuo tinha ”doença” ou uma “doença ruim . Hoje, sabe-se que o câncer não é uma, mas uma centena de enfermidades .O conhecimento sobre os mecanismo e comportamento das células malignas tem revolucionado a maneira de abordar o tratamento .

A tendência é cada vez mais personalizar as terapias para cada indivíduo, de maneira que se obtenham os melhores resultados no controle e cura do câncer e , ao mesmo tempo, minimizem os efeitos colaterais dos tratamentos. Isso tem sido possível graças à grande evolução observada nos últimos anos na oncologia.

Antigamente os tumores eram classificados genericamente de acordo com seu aspecto e com a área do corpo , se a origem era na mama ou pulmão, por exemplo. A cirurgia era o primeiro procedimento. Depois, a esperança era a quimioterapia. Só que os medicamentos tinham pouca eficácia e costumavam apresentar efeitos adversos muitas vezes severos, como queda da imunidade, náuseas e vômitos.

Esse cenário ficou para trás. Hoje a análise genética e molecular faz parte da rotina na oncologia . Estuda-se a célula para conhecer as alterações e reações que ela apresenta e a partir daí definir procedimentos para interferir nesses mecanismo na tentativa de bloquear o desenvolvimento da doença. Novas drogas, como os inibidores de enzimas tumorais e anticorpos monoclonais, são usadas para determinados alvos moleculares e em conjunto com a quimioterapia melhoram o resultado do tratamento de vários tipos de tumores.

A Radioterapia também evoluiu, em vez de regiões anatômicas (a pélvica, por exemplo, em caso de câncer de próstata),passou-se a personalizar o tratamento de modo que a aplicação seja a mais adequada ao volume do tumor e que, ao mesmo tempo, atinja o mínimo possível os tecidos normais. Planejamento computadorizado, recursos de localização do tumor na hora do tratamento e novas tecnologias para aplicar a radiação tornaram o procedimento mais eficiente e menos tóxico.

Uma das principais mudanças, contudo, é o suporte ao paciente com recursos que ajudam a preservar seu estilo de vida e aumentar o bem-estar em todas as fases do tratamento. Há remédios potentes para controlar a náuseas, para estimular a produção de defesas, para prevenir a perda óssea, dentre outros. O câncer continua sendo sério, mas, certamente, conseguimos superá-lo cada dia mais.

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